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Trump deve decretar hoje tarifas recíprocas aos países que cobram taxas dos EUA

     presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que assinará, nesta quinta-feira (13), um decreto impondo tarifas recíprocas a países que aplicam taxas sobre produtos americanos. Segundo ele, as medidas terão efeito “praticamente imediato”.

    De acordo com a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, a assinatura ocorrerá antes da visita oficial do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Desde sua campanha, Trump tem priorizado a indústria nacional dos EUA e adotado medidas para limitar a concorrência estrangeira.

    Na segunda-feira (10), o presidente assinou um decreto impondo tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio a partir de 12 de março. “Este é o primeiro de muitos. E você sabe o que quero dizer com isso? Outros assuntos, tópicos. Proteger nossas indústrias de aço e alumínio é essencial”, declarou.

    Trump também afirmou que novas tarifas serão anunciadas ao longo da semana e mencionou estudos sobre taxas específicas para carros, semicondutores e produtos farmacêuticos. No início do mês, ele já havia fixado tarifas de 25% para todos os produtos importados do México e do Canadá, que foram suspensas por 30 dias após negociações entre os países.

    Além disso, o governo americano elevou as tarifas sobre produtos chineses em mais 10%, levando a China a retaliar com novas taxas de 10% a 15% sobre mercadorias americanas. A União Europeia também reagiu às medidas de Trump e prepara sanções contra produtos dos EUA, como Bourbon, jeans e motocicletas.

    “Tarifas injustificadas sobre a UE não ficarão sem resposta, elas desencadearão contramedidas firmes e proporcionais”, declarou Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.

    Guerra comercial

    Economistas alertam que a estratégia protecionista de Trump pode desencadear uma guerra comercial de grandes proporções, afetando a economia global. O impacto imediato seria a alta da inflação nos EUA, já que as tarifas elevam os custos dos insumos e provocam reajustes em toda a cadeia produtiva.

    Com o aumento da inflação, o Federal Reserve (Fed), banco central americano, pode enfrentar dificuldades para reduzi-la à meta de 2%. Em janeiro, o índice de preços ao consumidor voltou a subir, atingindo 3% ao ano, com alta mensal de 0,5%. Esse cenário reduz as chances de novos cortes nos juros dos EUA, atualmente na faixa de 4,25% a 4,50%.

    A elevação das taxas nos EUA afeta o Brasil e outros mercados emergentes, pois torna os títulos públicos americanos mais atrativos para investidores. Isso fortalece o dólar frente a outras moedas e pode dificultar a recuperação econômica de países que dependem de investimentos estrangeiros.

    A estratégia tarifária de Trump segue sua promessa de campanha de taxar os principais parceiros comerciais dos EUA, especialmente aqueles com os quais o país registra déficit na balança comercial, ou seja, importa mais do que exporta.

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